sexta-feira, 13 de março de 2015

Clarks e Equipment

 

Este é daquilo tipo de calçado que não me vejo a utilizar, mas...

Clarks Wallabes foi um sapato muito utilizado na década 70', antes do boom dos sneakers. É um clássico que, como podemos ver, está de volta, e Portugal, estranhamente está na rota do regresso. 
Totalmente em camurça com sola de borracha muito maleável. Lembram-se dos Bata...Há venda na TAF Premium CCColombo.

Outra surpresa foi descobrir que os Adidas Equipment chegaram ao nosso país. Numa altura em que se sofre uma overdose de ZX Flux, consegui ver um clássico dos anos 90'. Foi dos primeiros ténis que tive quando era puto e só me lembro que eram brancos e azuis. 
 
Desde o final do ano passado que a Adidas decidiu relançar este modelo. Relembro que os Equipment Guindance não são da Originals, fazem parte de uma linha mais desportiva que se chama exatamente Equipment.

Pela net vi cores incríveis e fixei uns e, não é que os encontrei. Simplesmente fantásticos. Mistura de pele com camurça, escuros com sola branca, mas tiveram de ficar na prateleira á espera que a carteira engorde.





domingo, 8 de março de 2015

Wade Smith Shoes


Robert Wade-Smith foi um visionário que revolucionou a moda no Reino Unido no final da década de 70' início de 80'. Em 1977 trabalhava numa empresa que de chamava Peter Black Footwear, mas Robert queria o seu próprio negócio. Numa viagem à Alemanha para reabastecimento de ténis da adidas, viu uns que mudaram a sua vida: Forest Hills brancos com as listas amarelas. No entanto a empresa para qual trabalhava não achou o modelo nada de especial e não os levou para Liverpool, cidade Natal de Robert. 

Em 1982 decidiu abrir o seu próprio negócio e fundou a Wade-Smith LD. Contatou a adidas e disse quem queria 200 pares, responderam que sim, mas teria que ser pago em cash e que não faziam o transporte. Robert pegou na sua van e foi até Berlin...

Em dezembro de 1982 abriu na Slater Street em Liverpool a Wade Smith Shoes, com 250 pares de ténis. Duzentos da adidas e o resto entre a Nike e a Puma. No final de um ano tinha vendido 110 mil pares de sapatilhas. 


Era a única loja no Reino Unido que vendia modelos nunca antes vistos e por isso as equipas que iam jogar contra o Liverpool ou o Everton, viam muitos dos seus adeptos irem um dia antes do jogo, não para invadirem o pub adversário, mas sim para poderem fazer compras na Wade Smith.

A meio dos anos 90', a JD Group (lojas JD e Size?) entrou em força e o pequeno grande negócio entrou em declínio. A saída de cena do movimento Casual também acelerou aquilo que em 2005 veio a acontecer, o fecho da loja. Robert tem agora uma linha de roupa com o seu próprio nome e continua no business.


sábado, 7 de março de 2015

Adidas não, Fred Perry sim

Desilusão. Três pisos, num deles metade destinado à Originals. Fraquinho fraquinho. Há mais modelos em lojas multimarcas do que na própria adidas. A loja fica em plena baixa, mais propriamente no final da Rua Augusta, para quem vem do Rossio, ou no início para quem entra pelo Terreiro do Paço.

Aproveitando o bom tempo dei uma espreitadela à Fred Perry um pouco mais ao lado. Excelente loja, muitos modelos e coisas diferentes. Para quem gosta da marca vale a pena.

Lá vai Lisboa!




terça-feira, 3 de março de 2015

Napapijri

Napapijri começou por ser uma mala de viagens, mas depressa alargou os seus horizontes.  Criada em 1987 em Aosta, Itália foi pensada pata utilizadores dos Alpes e para a confortabilidade dos praticantes de Ski.

Curioso ver como a Napapijri passou da neve para as bancadas. Um pouco à imagem da North Face estas marcas nada tinham a ver com a bola, mas a sua massiva utilização em países nórdicos fez com que se tornassem marcas de futebol.

Mais low profile a Napapijri tem nos seus anoraks o ex-libris da marca. Pessoalmente não é uma marca que esteja nas minhas coagitações, mas já tive com algumas peças na mão e uma coisa é certa, por cem euros não se apanha nem chuva nem frio.

  Por incrível que pareça, a primeira vez que vi esta marca foi na novela Morangos com Açucar.










domingo, 1 de março de 2015

Liverpool X Manchester City

Zulu Warriors

Birmingham é a segunda cidade mais populosa de Inglaterra. Situada a norte de Londres é caracterizada pela sua diversidade populacional.

Esta cidade industrial é o berço de duas equipas com algum peso na história do holiganismo britânico. Birmingham City Football Club e Aston Villa Football Club.

Os blues, como são conhecidos os adeptos do Birmingham, inovaram no capítulo da violência ao serem os primeiros a ter uma firm multicultural. Zulus ou Zulu é como se chama a ainda ativa frente de combate dos brummies. Zulus é um nome de um povo que habitava no sul de África ao qual os blues adoptaram, visto terem muitos ascendentes africanos nas suas fileiras.

Antes dos Zulus havia uma pequena firm que se chamava Apex, mas pouco se sabe sobre ela. Em finais dos anos 80' eclodiu a violência em Birmingham. Num jogo com o Leeds no St Andrews (casa dos brummies), os adeptos forasteiros invadiram o campo e correram até à bancada oposta onde se encontravam os jovens dos blues. A resposta não se fez esperar acompanhada do cântico "Zulus, Zulus, Zulus". A força desconhecida vinha de jovens de vários bairros de Birmingham que depois de expulsarem os Whites do pitch, ficaram a lutar com a polícia.  Este episódio catapultou-os.

Históricamente os adeptos do rival Aston Villa são de zonas mais ricas e longe da cidade, ao contrário dos blues que são das zonas obreiras e, principlamente, vindos dos bairros do centro da cidade. Um pouco como em todo mundo há sempre um clube do povo e outro da nobreza, mas partilham a mesma cidade.

A sua diversidade criou muitos inimigos, alguns fora do mundo futebolístico. O National Front, foi um dos arqui-rivais dos Zulus, que encontravam nos vizinhos Villa Hardcore uma forma de combater os muçulmanos e negros que compunham os Zulus. Curioso é que nos Villa Hardcore também havia negros.

A forma de atuar era extremamente violenta e por vezes na ânsia de atacar o inimigo atingiam adeptos do próprio Clube, factos que levaram a uma reunião entre os top boys e os responsáveis do BCFC. No entanto o modo de atuar não se alterou e os Zulus foram alvo de várias buscas e banning sentences  por parte da polícia.

Em 2001, tal como muitas outras firms, foram apanhadas na operação Red Card que "tirou" de cena todos os top boys o que fez com que a cena fosse um pouco abaixo, mas firms mais novas como Brew Crew e Junior Business Boys mantiveram a atividade nos jogos do BCFC.

Como não podia deixar de ser os seus grandes rivais são os villains, mas as também tiveram fortes confrontos com Leeds, Millwall, Cardiff, Stoke e Man. United.

Em setembro de 2002 deu-se o maior confronto dos últimos 16 anos entre os Zulus e os Villa Hardcore. Rocky Lane Batle, foi como ficou conhecido o enfrentamento. Numa luta combinada via telefone, estima-se que estariam 100 hools de cada lado e a polícia já o sabia. Com uma câmara a gravar, a old bill deixou que a batalha se desenrolasse enquanto ia identificando os elementos de cada firm. Passado um ano foram presos quase cem homens.

Um livro que retrata muito bem a história dos Zulus, é o de Caroline Gall que tem testemunhos dos old top boys e da nova geração. Recomendo.