domingo, 1 de março de 2015

Zulu Warriors

Birmingham é a segunda cidade mais populosa de Inglaterra. Situada a norte de Londres é caracterizada pela sua diversidade populacional.

Esta cidade industrial é o berço de duas equipas com algum peso na história do holiganismo britânico. Birmingham City Football Club e Aston Villa Football Club.

Os blues, como são conhecidos os adeptos do Birmingham, inovaram no capítulo da violência ao serem os primeiros a ter uma firm multicultural. Zulus ou Zulu é como se chama a ainda ativa frente de combate dos brummies. Zulus é um nome de um povo que habitava no sul de África ao qual os blues adoptaram, visto terem muitos ascendentes africanos nas suas fileiras.

Antes dos Zulus havia uma pequena firm que se chamava Apex, mas pouco se sabe sobre ela. Em finais dos anos 80' eclodiu a violência em Birmingham. Num jogo com o Leeds no St Andrews (casa dos brummies), os adeptos forasteiros invadiram o campo e correram até à bancada oposta onde se encontravam os jovens dos blues. A resposta não se fez esperar acompanhada do cântico "Zulus, Zulus, Zulus". A força desconhecida vinha de jovens de vários bairros de Birmingham que depois de expulsarem os Whites do pitch, ficaram a lutar com a polícia.  Este episódio catapultou-os.

Históricamente os adeptos do rival Aston Villa são de zonas mais ricas e longe da cidade, ao contrário dos blues que são das zonas obreiras e, principlamente, vindos dos bairros do centro da cidade. Um pouco como em todo mundo há sempre um clube do povo e outro da nobreza, mas partilham a mesma cidade.

A sua diversidade criou muitos inimigos, alguns fora do mundo futebolístico. O National Front, foi um dos arqui-rivais dos Zulus, que encontravam nos vizinhos Villa Hardcore uma forma de combater os muçulmanos e negros que compunham os Zulus. Curioso é que nos Villa Hardcore também havia negros.

A forma de atuar era extremamente violenta e por vezes na ânsia de atacar o inimigo atingiam adeptos do próprio Clube, factos que levaram a uma reunião entre os top boys e os responsáveis do BCFC. No entanto o modo de atuar não se alterou e os Zulus foram alvo de várias buscas e banning sentences  por parte da polícia.

Em 2001, tal como muitas outras firms, foram apanhadas na operação Red Card que "tirou" de cena todos os top boys o que fez com que a cena fosse um pouco abaixo, mas firms mais novas como Brew Crew e Junior Business Boys mantiveram a atividade nos jogos do BCFC.

Como não podia deixar de ser os seus grandes rivais são os villains, mas as também tiveram fortes confrontos com Leeds, Millwall, Cardiff, Stoke e Man. United.

Em setembro de 2002 deu-se o maior confronto dos últimos 16 anos entre os Zulus e os Villa Hardcore. Rocky Lane Batle, foi como ficou conhecido o enfrentamento. Numa luta combinada via telefone, estima-se que estariam 100 hools de cada lado e a polícia já o sabia. Com uma câmara a gravar, a old bill deixou que a batalha se desenrolasse enquanto ia identificando os elementos de cada firm. Passado um ano foram presos quase cem homens.

Um livro que retrata muito bem a história dos Zulus, é o de Caroline Gall que tem testemunhos dos old top boys e da nova geração. Recomendo.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Para sempre

Em viagem para o Norte do pais tive tempo de ler um jornal desportivo, algo que deixei de fazer há já muito tempo. Soube bem, é diferente folhear o dedo pelas páginas impressas do que movimentar o polegar ou indicador por um ecrã. Mas os jornais continuam a inventar muito.

Mas não é disso que queria falar. O que me chamou a atenção foi uma abertura internacional que dava conta da insatisfação de José Mourinho pelo ato de rascismo de alguns dos seus adeptos.



Fica bem dizer que é uma vergonha, mas a história diz-nos que o rascismo nunca irá acabar. NUNCA. Clubes como Chelsea, Lazio, Rangers, Inter etc têm todos um historial de xenofobia. E falo destes porque são os mais óbvios já que existem muitos mais que o são, então a Leste não deve haver um que não o seja. 

Ainda neste fim-de-semana assistiu-se a um episódio em que adeptos do West Ham entoavam cânticos anti-semitas contra os Spurs. 

Neste tipo de situações levanta-se a questão de "picar" o rival, usando palavras que os próprios lesados já sabem que isso vai acontecer. É uma fronteira ténue entre o gozo e o racismo. O mesmo se pode dizer quando alguns em Portugal chamam outros de "marroquinos", "mouros", "espanhóis" etc. 

Enfim, no futebol haverá sempre racismo, principalmente para os PRETOS e o que aconteceu em Paris, por acaso, foi gravado, mas em todos os jogos há um nigger que sofre. Sempre foi assim e sempre será. 

Cá estaremos!


adidas Super Kegler

Mais uma ida ao arquivo da adidas pela size? e mais uma reedição dos Super Kegler. Disponíveis no final do mês.

Há mais ou menos seis meses houve uma aparição deste modelo em castanho e beije, mas desta vez apostaram num modelo branco, com as riscas azuis ou verdes com o destaque para um dos cilindros que é vermelho.

Lembro que este foi o modelo que adidas escolheu para celebrar os 100 anos de Adi Dassler, castanhos com pele  de avestruz. Foram feitos apenas 100.










terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Derby


Após duas semanas, penso que dá para ter uma leitura mais fria sobre os derbys entre os rivais de Lisboa.

Derby é derby e para quem não sabe, VALE TUDO. Não é um jogo é muito mais que isso. Prefiro perder um derby do que o campeonato, mas há muita gente que não pensa como eu. A isso chamo pequenez, mas não sou hipócrita, porque se não posso ganhar o campeonato, tenho de ganhar o derby e talvez ai seja pequeno. 

Muito se falou do que se passou nas bancadas, apenas digo que todos os derbys deviam ser assim, alterava apenas e só o resultado final. Derby é para ganhar, o resto é azia e história. 

Apenas algumas considerações porque isto não é o ultras12 nem o megafone.

adidas manda em Lisboa;
- há cada vez menos chapéus;
- fui pisado no golo e não manchou;
- stone island David TC nos visitantes;
- a polícia parecia estar no tour de france


- voltaram as frases, nem tudo o que parece é;
- o clube visitado tem de construir uma caixa (que tanto criticaram) para este tipo de adeptos visitantes;
- maior enchente de sempre naquele estádio, para ver o clube visitante;

- o resto...não vi

Respeito!