Hoje em dia olho para o meu closet e vejo muita roupa que sonhava ter e que a globalização ajudou a tornar realidade. Mas paradoxalmente não as uso muito.
O processo de escolha de roupa é, como já vi por ai escrito, um processo romântico e moroso. Gosto de o fazer, não tenho é muito tempo.
Normalmente tudo começa por uma peça. Penso numa peça de roupa que queira usar e depois tudo gira à volta dessa indumentária.
Antigamente acontecia com mais frequência, mas eram os ténis que ditavam as regras. Hoje em dia já não se passa o mesmo até porque estou numa fase em que prefiro andar de sapatos ou botins do que de ténis.
Mas voltando ao tema, identifico uma peça e tento conjugá-la com o resto. Se quero dar destaque a algo tento não combinar as cores. Por exemplo se o meu foque é nos ténis a parte de cima será sóbria, se o must é um casaco a parte debaixo terá de ser neutra. Mas de vez em quando não há nada a fazer senão pandan.
Penso que tem de haver um certo rigor ao vestir, mesmo que por vezes se misturem padrões (agora é muito trendy), há que ter um certo cuidado nessa mistura.
Tenho a paranóia de não misturar logos. Se tenho um logo visível, o(s) restante(s) também tem de ser da mesma marca. O exemplo mais claro para mim é: se visto adidas, é impensável usar Nike.
Tenho quase a certeza que muitas pessoas passam pelo mesmo que eu e, não precisamos de ser gajas para termos preocupações com a estética, apenas gostamos daquilo.
Vestir é como montar um puzzle, no final tudo tem de estar encaixado.


















