sábado, 21 de junho de 2014

Cuffed jeans

Dobradas, arregaçadas ou cuffed, qualquer uma das descrições serve para identificar um "novo" modo de usar as calças com dois propósitos: estilo e realçar os sneakers.


Uma simples dobra ou uma dobra acima do tornozelo, dá para fazer de variadas formas. 

Pode-se usar ou não meias por baixo da dobra. Agora com o verão fica bem o tornozelo à mostra, mas mesmo ai o não uso da meia é falso. 

Para quem gosta de ténis/sapatilhas tem que cuidar delas e uma das coisas que acelera o desgaste é o suor dos pés, por isso nada melhor que usar aquelas meias invisíveis. Ficam mesmo invisíveis. Por exemplo na primark três custam 5€.





Voltando à dobra. Existem várias técnicas para se dar a dobra e tanto faz se as calças são Slim ou Straight fit. Esta forma de usar os jeans realça o que se leva nos pés, mas cada um usa as calças como quer e como se sente mais confortável. Ao usar meias por baixo há que ter algum cuidado. O preto fica bem, o branco nem pensar, mas se quiserem ser ousados podem levar aquelas coloridas às riscas horizontais.






Agora é que eu vou ver quem é que anda a ler o blog.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Brasil vs Inglaterra

Foram detidas 15 pessoas, todas elas brasileiras, após confrontos entre canarinhos e Ingleses no centro de São Paulo. Os ingleses acusam os brasileiros de não serem leais, já que tinham muitas armas, os zucas respondem que "aqui não há essa de mão não"...










terça-feira, 17 de junho de 2014

Ellesse



 
Leonardo Servadio foi o pai de uma das marcas que mais destaque teve nos anos 80’. O nome Ellesse (1959) era o desdobrar das iniciais do seu mentor “L.S”. Original. A princípio a marca era exclusiva para desportos de neve, mas foi com o ténis que alcançou notoriedade. O próprio logo exemplifica esses dois conceitos. Ao centro a bola de ténis ladeada da ponta de duas pranchas de ski.

Ao introduzir-se no mundo das raquetes a Ellesse cativou aindamais os olhares dos jovens dos anos 80’, que na altura se intitulavam de Casuals ou Dressers. Era mesmo considerada como uma marca de luxo e como era fabricada em Itália, mais luxuosa se tornava. Tinha como concorrente direta a Sergio Tacchini (1966), mas estava mais à frente na idade e na divulgação.

No norte da Europa, nos dias que correm, a marca está bem cotada e vê-se muitos lads com prendas “L.S” na bola, mas mais a sul pouco ou nada se vê. Sinceramente acho que é uma marca que vou começar a explorar até mesmo a nível de calçado, resta saber se vale a pena.








segunda-feira, 16 de junho de 2014

Eras pré-casual



O Reino Unido foi sempre uma fonte de várias subculturas juvenis que influenciaram o mundo e serviram de base para outras subculturas. Todas elas diferentes mas com algumas bases em comum, como a música ou a proveniência da classe operária.

No inicio dos anos 50’ os Teddy Boys foram o primeiro grande movimento juvenil e claro está a música era a base: rockabilly norte-americano. Visualmente apostavam num cabelo com poupa, fato e sapato, geralmente, de sola dupla. 


Mais tarde, quase como uma segunda geração, nasceram os Mods. Estes sim eram preocupadíssimos com a roupa e davam muito valor ao que vestiam. Jazz, Blues, Soul, Ska, Rock-steady, entre outras, eram as músicas modernistas. Pode-se responsabilizar a este movimento a introdução dos pólos com três/dois botões. Fred Perry e Ben Sherman eram as marcas mais usadas pelos Mods, bem como a mítica parka verde rabo de peixe. Outro aspeto que os demarcava era a Lambretta ou a Vespa, com o maior número de espelhos retrovisores possíveis. 





Do outro lado da barricada estavam os Rockers que usavam as motas como fator de intimidação e masculinidade ao Mods, que consideravam “uns meninos”. Estas duas fações tiveram grandes batalhas em Inglaterra entre as quais a de Brighton, retratada no filme Quadrophenia.

Pela mesma altura muitos jamaicanos começaram a emigrar para Londres trazendo consigo a sua música, que influenciou em larga escala os Skinheads. Primeiramente chamados de Rude Boys, os Skins, os originais, nada tinham a ver com a política, apenas se interessavam pela música, essencialmente o Ska. Com um visual mais agressivo, destaca(va)-se a cabeça rapada, os jeans apertados e com dobra, os suspensórios e claro está as botas. Mas, para mim, a introdução do bomber ou do casaco Harringhton foram grandes inovações que perduram no meio da bola.


E esta sim foi uma subcultura que se associou ao futebol, mas já com política à mistura.
Muitos jovens ingleses iniciaram-se no mundo das terraces através dos skinheads que cultivavam em larga escala o consumo de cerveja. O estilo agressivo, as crescentes ondas de violência e o “não passar” despercebido, fizeram com que os Skins trocassem as botas pelos sneakers, que se preocupassem com o corte do cabelo e que começassem a usar roupas de marca. Era o nascimento de uma nova subcultura.
The Casuals.