terça-feira, 17 de junho de 2014

Ellesse



 
Leonardo Servadio foi o pai de uma das marcas que mais destaque teve nos anos 80’. O nome Ellesse (1959) era o desdobrar das iniciais do seu mentor “L.S”. Original. A princípio a marca era exclusiva para desportos de neve, mas foi com o ténis que alcançou notoriedade. O próprio logo exemplifica esses dois conceitos. Ao centro a bola de ténis ladeada da ponta de duas pranchas de ski.

Ao introduzir-se no mundo das raquetes a Ellesse cativou aindamais os olhares dos jovens dos anos 80’, que na altura se intitulavam de Casuals ou Dressers. Era mesmo considerada como uma marca de luxo e como era fabricada em Itália, mais luxuosa se tornava. Tinha como concorrente direta a Sergio Tacchini (1966), mas estava mais à frente na idade e na divulgação.

No norte da Europa, nos dias que correm, a marca está bem cotada e vê-se muitos lads com prendas “L.S” na bola, mas mais a sul pouco ou nada se vê. Sinceramente acho que é uma marca que vou começar a explorar até mesmo a nível de calçado, resta saber se vale a pena.








segunda-feira, 16 de junho de 2014

Eras pré-casual



O Reino Unido foi sempre uma fonte de várias subculturas juvenis que influenciaram o mundo e serviram de base para outras subculturas. Todas elas diferentes mas com algumas bases em comum, como a música ou a proveniência da classe operária.

No inicio dos anos 50’ os Teddy Boys foram o primeiro grande movimento juvenil e claro está a música era a base: rockabilly norte-americano. Visualmente apostavam num cabelo com poupa, fato e sapato, geralmente, de sola dupla. 


Mais tarde, quase como uma segunda geração, nasceram os Mods. Estes sim eram preocupadíssimos com a roupa e davam muito valor ao que vestiam. Jazz, Blues, Soul, Ska, Rock-steady, entre outras, eram as músicas modernistas. Pode-se responsabilizar a este movimento a introdução dos pólos com três/dois botões. Fred Perry e Ben Sherman eram as marcas mais usadas pelos Mods, bem como a mítica parka verde rabo de peixe. Outro aspeto que os demarcava era a Lambretta ou a Vespa, com o maior número de espelhos retrovisores possíveis. 





Do outro lado da barricada estavam os Rockers que usavam as motas como fator de intimidação e masculinidade ao Mods, que consideravam “uns meninos”. Estas duas fações tiveram grandes batalhas em Inglaterra entre as quais a de Brighton, retratada no filme Quadrophenia.

Pela mesma altura muitos jamaicanos começaram a emigrar para Londres trazendo consigo a sua música, que influenciou em larga escala os Skinheads. Primeiramente chamados de Rude Boys, os Skins, os originais, nada tinham a ver com a política, apenas se interessavam pela música, essencialmente o Ska. Com um visual mais agressivo, destaca(va)-se a cabeça rapada, os jeans apertados e com dobra, os suspensórios e claro está as botas. Mas, para mim, a introdução do bomber ou do casaco Harringhton foram grandes inovações que perduram no meio da bola.


E esta sim foi uma subcultura que se associou ao futebol, mas já com política à mistura.
Muitos jovens ingleses iniciaram-se no mundo das terraces através dos skinheads que cultivavam em larga escala o consumo de cerveja. O estilo agressivo, as crescentes ondas de violência e o “não passar” despercebido, fizeram com que os Skins trocassem as botas pelos sneakers, que se preocupassem com o corte do cabelo e que começassem a usar roupas de marca. Era o nascimento de uma nova subcultura.
The Casuals.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Peter Storm



Peter Storm foi fundada em 1954 por Noel Bibby e rápido atingiu notoriedade. Com a experiencia de ter participado na II Guerra Mundial, Bibby aproveitou para criar uma peça de roupa com design novo e alternativo para se usar Outdoor. O criador faleceu em 1989, mas a Peter Storm já se encontrava muito bem posicionada no mercador britânico e com grande parte da "culpa" associada ao um movimento juvenil, associado ao futebol, chamado Casual.
 






No filme Awaydays pode-se ver o estilo que marcava essa época. A Peter Storm encontrou, nessa altura, uma concorrente de peso, a Lois, que para além dos jeans, apostava nos cagoules. Mas com o passar dos anos a Storm ganhou a dianteira.

Era muito usual nos anos 80' ver pessoas nos estádios de Peter Storm, calças Lois e adidas Forest Hill ou Nastase. Era  o look Casual no Reino Unido. Está no segredo de alguns Deuses, mas vai haver uma release da Peter Storm e os fanáticos já estão em ansiosos.

A mim custa-me um bocado desembolsar 100€ por uma peça que não tira o frio, nem aquece, protege (de alguma) chuva, mas isso sou eu.