segunda-feira, 28 de abril de 2014

Atividade no Liverpool - Chelsea








Um jogo entre os Big Four que passou para além das quatro linhas. Adeptos do Liverpool e do Chelsea realizaram este fim-de-semana um dos episódios mas quentes da Premier League, com o destaque de ter tido cobertura mediática impossível de encobrir, ao contrário do que se passa nos restantes 90% dos embates ocorridos nas ilhas britânicas. Desta vez não deu e toda gente viu o que se passou à saída dos adeptos dos blues.

Uma ida a Merseyside requer algum trato no guarda-roupa e os londrinos aprimoraram-se, se bem que Liverpool, pelo que nos diz a história, é o berço da cena Casual e percebe-se porquê.
Marcas presentes:

  •    Lacoste
  •  Armani
  • adidas
  • New Balance
  • Ellesse
  • Calvin Klein
  • Diadora
  • Stone Island
  • Outras..

Na primeira foto destaco o mate que parece estar a sair do trabalho (se calhar a bola é o trabalho dele). Na segunda, lá atrás, o casaco azul da Stone e os Diadora a esta distância parecem ser uns Borg Elite. Na terceira foto olho para o lad que parece estar a passar mal e não preciso de dizer porquê, certo? Eu digo, o casaco. Bom. Espero que não se tenha rasgado.





quinta-feira, 24 de abril de 2014

Entrevista: Viagem ao mundo dos sneakers de Guilherme Silva

Encontrei esta entrevista no Matéria:Estilo e achei que devia partilhar. Ficção por ténis, essencialmete addidas. Gazelle o melhor modelo de sempre...


Guilherme Silva, ex-músico dos Da Weasel, e responsável pela Moov, no Bairro Alto, fala-nos sobre esse mundo, sobre a verdade de sentir algo único quando se tem um novo par na caixa, quando se descobre um novo modelo, ou quando se calçam uns Gazelle novos pela primeira vez.

Uma entrevista que é parte dos nossos “Sneakers Love Portugal” e que é quase um ritual de iniciação. Leiam em baixo.


Quando é que começaste a aperceber-te de que tinhas uma relação especial com sneakers?

A minha relação com sneakers começou tarde numa perspectiva mais comercial e de coleccionismo; tarde, porque, quando era puto não havia muita coisa, e não havia dinheiro para essas coisas, para teres uma ideia, lembro-me dos meus pais me comprarem uns ténis da Le Coq bota em pele por volta de 1982 e terem custado o equivalente a 65eur!, era uma fortuna, e tinham que durar, durar o ano inteiro. Ainda sou do tempo de não haver NIKE à venda em Portugal! a ADIDAS era a marca forte, a ASICS/TIGER também, mas mais ligada a desporto, apareceram pouco depois a Le Coq Sportif e new balance, O mercado era muito pequeno. No entanto, a minha paixão por sneakers começou cedo, lembro-me de pedir aos meus pais uns ténis específicos de uma marca que já não me lembro, pois eles iam a Espanha e eu sabia que lá era provável haver! Trouxeram mesmo aquilo que eu queria, foram momentos de loucura!, estávamos em 1980 / 81 penso que nunca tive uma relação assim com um par de sneakers em toda a minha vida!

O que é, para ti, ser fã de sneakers ou sneakerhead?

Bem, para mim, um sneakerhead, tem, acima de tudo a ver com a cultura e a vida urbana; a seguir diria o conforto, o sentires-te bem, e por último a estética, a diversidade de modelos e características é realmente fabulosa.

Quais são os sneakers que mais usas, ou esforças-te por usar uns diferentes todos os dias?

Uso sempre sneakers, sempre. Às vezes acabo por usar o mesmo par 3 vezes seguidas mais por preguiça de ter que ir buscar outros e escolher, são tantos que se torna um processo complicado! no entanto tenho sempre cuidado com os modelos e o tempo que está, tento sempre preservar os sneakers. Há modelos que calço uma vez e não os volto a calçar, por uma simples razão, não são confortáveis como eu esperava, é a tal questão do conforto, para mim, é essencial, ficam de parte, na coleção, mas , muito provavelmente, não os voltarei a calçar! Em termos de modelos, os meus preferidos e dos quais tenho umas dezenas são a serie ZX da ADIDAS, são realmente muitos modelos com semelhanças (500, 700, 7000, 9000, etc) mas muito bonitos, com personalidade.
A ADIDAS é a minha marca, e talvez, os sneakers que ache mais bonitos serão os GAZELLE, de uma simplicidade e equilíbrio estético muito grande, ficam bem com tudo!

Tens “matéria sagrada” em casa? Sneakers que simplesmente não calças, guardados em caixas?

Tenho alguns modelos raros e que tento não os usar muito, tenho uns adidas com pele a imitar crocodilo e sola de madeira que os usei 2 / 3 vezes, são realmente fora do vulgar mas não são muito confortáveis. Tenho modelos que não calço, ou que aínda não calcei, tenho uma edição limitada de uns zx 700 que ainda não tive coragem de pegar neles, bem como uns adidas colaboração com o estilista Emilio Pucci que também não usei, entre outros, é lixado, às vezes queria ter 2 pares de cada!

Qual é a tua opinião sobre o mercado entre nós? E sobre a comunidade?

O mercado de sneakers em Portugal não existe. O streetwear penso que já é diferente e engloba já muita coisa,e aí não me pronuncio.

O que achas que pode ser feito para o mundo do streetwear e dos sneakers evoluir em Portugal?

Estamos num país pobre com uma economia fraca, ordenados baixos, não temos poder de compra, o mercado mundial online é muito agressivo, acho que em termos de mercado não vamos nunca ser relevantes, no entanto, acho que podemos ter mais malta a fazer coisas online e fazer a triagem de informação para o nosso mercado, desde modelos, a preços, lojas com promoções, etc.

Uma mensagem para os fãs que ainda agora começaram a viajar pelo mundo dos sneakers…

Neste momento, ter muita atenção aos fakes! Já existem muito boas imitações online, no ebay por ex., desconfiar sempre quando uns sneakers que são caros, encontrá-los a um preço muito baixo pode ser indicio de fake. No entanto, às vezes faz-se bons negócios online. Uma boa maneira de começar uma coleção é ir pelos “clássicos”, vão-se usar sempre, mudam as cores, mas voltamos sempre aos mesmos! Sejam, Nike, adidas, NB… Uns Jordan, dunk, af, gazelle, stan smith, vão-se usar sempre! muitas vezes, ao comprarmos um modelo do ano passado a metade do preço compensa. Quando começarem a ter uma coleção já com umas dezenas, vão perceber que têm sempre sneakers que estão na moda!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Stan Smith x Bedwin


Etiquetas



“Paga-se um balúrdio e a etiqueta diz made in China”.
Passando os olhos pelo infinito mundo da net encontrei esta frase que me fez parar.
Todos querem qualidade a baixo custo e as grandes marcas não fogem a esta velha máxima. São cada vez menos as brands que têm os seus centros de manufaturação em território europeu, os custos de manutenção são muito mais caros do que por exemplo na ásia. A tecnologia continua nos países de origem, mas o fabrico desloca-se para outro lado onde o ganho é praticamente 100%, já que o lucro de venda cobre quase na totalidade o custo de fabrico.

Estas medidas geram algumas questões:
Se o produto é fabricado com mão-de-obra mais barata, porque é que o produto final continua com um preço elevado? A qualidade é a mesma?

Pelo que se vê, por exemplo, na Stone Island um modelo made in Italy, ou made in Tawaind tem exatamente o mesmo preço (a qualidade não sei), apesar de ser fabricado em sítios diferentes.

Na adidas passa-se o mesmo. A marca alemã tem todo o seu fabrico centrado na China e na Alemanha está apenas uma pequena fábrica que serve mais de arquivo do que elaboração de produtos. Sinceramente, não me lembro de ver uma etiqueta da adidas a dizer made in Germany e não é por isso que têm menos qualidade.

Esta situação leva-me a pensar quantos de nós já foi a uma loja comprar umas sapatilhas a pensar que eram originais e afinal não passavam de uma excelente cópia? Quem nos garante que aquilo é 100% verdadeiro?

As marcas britânicas são aquelas que ainda se mantêm fieis às suas origens, excetuando a Burb que se massificou em demasia, mas de um modo geral é raro ver o nome de outro país nas etiquetas das prendas britânicas que não seja UK.

A New Balance tem duas grandes fábricas, uma no Reino Unido outra nos Estados Unidos. Os modelos feitos no país do tio Sam são os mais caros da NB e logo a seguir os que são fabricados nas Ilhas. Aqui, claramente, paga-se mão-de-obra.

A Nike, à semelhança da NB, também tem modelos feitos nos USA e, curiosamente, os mais Vintage tem todos a chancela de made in USA, mas esta marca tem um mercado fora do normal comparada com qualquer uma que já referi e para 30 modelos originais, são feitas 25 cópias.

É complicado perceber se um produto perde ou ganha qualidade se é feito na europa ou na ásia e, mesmo, comprando um original é complicado saber se o que estamos a comprar é fake ou real, como já li os produtos made in China deveriam ter um preço mais baixo, mas mesmo assim não sei se estou totalmente de acordo.

Só para que conste, Portugal é dos melhores países no fabrico de têxtil e calçado. Deixo um desafio: mudem as vossas fábricas para aqui; mais emprego; menos troika; mais feliciadade;

Tenho dito.

domingo, 20 de abril de 2014

Universal Works

Universal Works, uma marca inglesa estabelecida no mercado entre o inverno de 2008 e o outono de 2009, com a filosofia de misturar o clássico estilo inglês com a modernidade dos novos tempos e dos novos materiais de fabrico. Tem excelentes peças e claro está a qualidade está presente. O lookbook de verão tem detalhes fantásticos.