domingo, 16 de fevereiro de 2014

Norse Projects primavera/verão 2014

Norse Projects é claramente uma aposta ganha. Cortes simples e com qualidade, mas sobretudo uma marca pouco ou nada conhecida no panorama Casual. Não é uma brand barata, mas, neste caso, a qualidade paga-se. Fica ai o Lookbook de primavera/verão 2014.










sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

New Balance Jacket Stadium

Estamos apenas a meio do segundo mês do ano e as marcas parecem estar a apostar forte e feio no lançamento de ténis. 2014 está em grande com lançamentos da adidas, New Balance, mas também da Reebok e da Asics.

Stadium Jacket é o nome do recente rebento da NB. Os 574 serviram para mais um modelo da marca americana que apesar de serem Stadium foram pensados para adeptos de basebol, não fossem eles americanos. 

Disponível em várias cores, os modelos foram igualmente concebidos para homem, mulher e criança. Seguem a linha tradicional dos 574 e como é óbvio o sistema Encrap está presente.

O seu preço de mercado ronda os 80€.










quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Derby (parte II)


Ténis brancos bem tratados ainda são um "must", mesmo em dias de temporal. De resto tudo normal

Destaques para:
Hackett
Henri Lloyd
adidas zx750
adidas Samba
Puma Roma
Nike Internationalist
Stone Island jumper



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Derby (parte I)


Muita chuva, muita lama, muita placa, muita fibra e muito estilo. Não consegui ver nada do lado oposto, mas do lado de cá houve um jovem que me chamou a atenção (se leres este posto fica a nota: para a próxima fala não fiques a olhar e a desviar os olhos com medo ou vergonha). Casaco alcochoado da Sergio Tachinni e Nike Pegasus (não tenho a certeza dos Nike), mas só pelo Jacket ganhou o derby. Mais tarde um old school a usar um casaco  Hackett, simples e bonito. Os New Balance estão muito na moda, mas houve um que se destacou. Uma senhora, muito bem vestida, trazia a calça arregaçada e nos pés uns NB 574 Sonic, simplesmente brutais. 

No resguardo do temporal foi possível ver um "bife" com uns New Balance que nunca tinha visto e um cagoule da North Face. Boa roupa, mas não tinha estilo nenhum.

Pelos vistos vai haver mais derby, espero que com mais estilo. Há cada vez mais pessoas a vestirem-se bem.

Keep on!

Destaques:
Sergio Tachinni
Hackett
NB 574 azuis e vermelhos 
NB 574 pretos
NB 574 Sonic
Diadora Borg Elite brancos e azuis
adidas Chile
adidas Gazelle OG

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Subbuteo


Se fosse um percurso sem paragens, não demorava mais de 10m. Era esta a distância da casa da minha mãe até à escola primária, mas pelo meio existiam três papelarias. Duas a caminho, uma outra mais afastada. Numa bela manhã deparei-me com um jogo na montra que me chamou atenção. Subbuteo, era assim que se chamava. Namorei aquela montra durante vários dias, não sei porquê mas tinha a noção que poderia ser caro e tive vergonha de perguntar à “Dona Ana” quanto é que custava.

 

Passado algum tempo perguntei: 5.000$00. Engoli em seco. Muitas pessoas que leem este blog, não se lembram do Subutteo, nem tão pouco dos escudos, por isso vai a conversão: 25€, na moeda atual, mas o valor atual de um Subbuteo básico ronda os 50€.



Foi difícil, mas a minha querida mãe lá fez um esforço e comprou-me o jogo. A minha vida estava prestes a mudar. Como fanático por futebol ter um jogo em que o futebol é retratado ao pormenor em peças minúsculas e onde se podiam fazer inúmeros espelhos da realidade era, no início dos anos 90’, algo verdadeiramente fascinante.

Duas equipas, duas balizas, duas bolas, seis bandeirolas de canto e um tapete verde a imitar o relvado de um campo era o que continha o kit. As equipas que vieram no conjunto original eram o Coventry (100% de certeza) e o Aston Villa (70%), mas foram muito rapidamente substituídas. Na altura existia uma papelaria mais a sul da casa da minha mãe que tinha tudo o que era acessório para o Subbuteo. Estava viciado.

 


A primeira equipa a ser comprada foi o Benfica, mais tarde azuis e verdes. Grandes derbys e clássicos fiz eu. Lembro-me de empilhar livros para fazer a bancada e essas bancadas eram compostas por bonecos que fazia nas cartolinas para fazerem de claque. Fiz faixas, bandeiras, lençóis e o mais engraçado é que tinha sempre uma caixa de fósforos ao pé das bancadas…para quê? Eram as tochas. Sempre que as equipas entravam em campo ou havia um golo, acendia uma tocha, perdão, um fósforo. O walkman estava sempre ligado a duas colunas portáteis pequenas para dar aquele som ambiente. A cassete era sempre a mesma, um vizinho mais velho deu-me uma tape que tinha vários cânticos ingleses e era isso que eu usava durante os jogos. Nos cantos tinha aqueles candeeiros que se usam para iluminar as secretárias a fazer de holofotes. Recordo-me que cortava a publicidade das revistas para colocar à volta do campo para dar mais realidade ao jogo. Comprei autocarros para imitar a deslocação das equipas, hoje em dia existem réplicas dos autocarros oficias das equipas, se naquela altura existisse isso, meu Deus!

 


O vício era tão grande que todos os meses comprava algo novo. Nunca menos de 500$. Comprei bolas adidas Tango, taça dos campeões eurpeus, taça de Portugal, marcadores de canto, lançadores, balizas com a estrutura tipo P e mais acessórios que não me lembro.

Um aspeto que nunca me esquecerei foi a seleção do Brasil. Todos os jogadores eram de pele mais escura. Brutal. Mais tarde comprei a dos Camarões, em representação da grande África. Também tive Portugal, Espanha e a Bélgica, que se bem me lembro era o equipamento mais bonito, a par dos Camarões.







Mais tarde vieram as remodelações. Ou comprava-se equipas cruas e depois pintávamos à mão, ou então pintava-se por cima das já existentes. Os bonecos eram muito frágeis e partiam-se com facilidade por isso era normal uma equipa ter um jogador com cola ou fita-cola. Esse era o lesionado.


 

O Subbuteo tem algumas regras, hoje em dia variam de país para país, mas regra geral só se pode impulsionar o jogador com aponta do dedo, só se pode rematar após a linha de remate (que também é a linha do fora-de-jogo) e o atacante só pode dar um máximo de três toques sucessivos na bola com uma figura. Após o terceiro toque a bola deve tocar ou ser tocada por outro jogador, mas há mais, como a falta, os livres, os penaltis mas para isso podem consultar o Google.

 


O Subbuteo foi um jogo que marcou a minha infância, infelizmente só me resta o campo, não faço a mínima ideia por onde andam as minhas equipas e todos os meus acessórios. Passei muitas horas à volta desde jogo de mesa e é curioso ver que hoje em dia muitos usam o boneco para caraterizar os Casuals, ou velhas maneiras. Se hoje em dia há o FIFA 2013/14 na década de 90’ havia o Subutteo.