sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ilustração

Não sou adepto de bebidas alicoolicas e a cerveja aqui representada não tem a ver comigo, mas foi amavelmente desenhado por um leitor do blog e por isso merece este destaque. Já está encomendada uma nova versão com o meu grande vício...

Obrigado Alejandro!


Casuals não passarão in Record

Parece um slogan fascista "no pasarán"...dá vontade de rir esta chamada de 1a página do Record. Ou seja, amanhã quem for com a "farda" não vai passar. Mas não vai passar de onde ou para onde? Não sei, os diretos televisivos logo dirão. 


The Cold Concrete by Newfangle

Mais um lookbook da Newfangle Clothing, mas desta vez com uma produção mais trabalhada e detalhada do que as anteriores. As peças são clássicas com cores de inverno e com principal destaque paras os New Balance e para a parka em tons terra.

































quinta-feira, 7 de novembro de 2013

New Balance 576 – 30 years Anniversary Flimby Factory

A New Balance lançou um trio de New Balance 576 para comemorar 30 anos de fabrico na Flimby Factory em Inglaterra. Os três exemplares foram concebidos individualmente por três homens que trabalham na mesa de corte da fábrica; Andy Mandle, Roy Bell e "Billy" Edgar.

Todos os modelos têm um corte especifico e personalizado. Por dentro têm o desenho da fábrica onde foram feitos. Na parte de trás a Union Jack e nos atacadores uma chapa com o ano de 1982 e 2012, assinalando os 30 anos. Outro fator interessante sobre o projeto é que os três lads que desenharam os ténis,  trabalham na fábrica desde a sua inauguração.

Já tive a oportunidade ver estes ténis ao vivo e…são das coisas mais lindas que eu já vi. Arrisco-me mesmo em dizer que, em mãos, nunca tive uma sapatilha tão “perfeita”.
















terça-feira, 5 de novembro de 2013

Já há farda!


Sinto que o blog está a caminhar com passos pequenos e seguros e que me dá gozo, essencialmente isso, dá-me gozo partilhar estas informação. Sei que muitos leitores são meus amigos e outros são totais desconhecidos, mas são anónimos assíduos e nunca houve falta de respeito, por isso decidi escrever algo sobre o momento atual das coisas no nosso país, por respeito aos leitores que por diversas formas solicitaram a minha opinião. É mais uma opinião vale o que vale e só a partilho porque fica aqui entre nós e ninguém nos ouve.

Por estas dias toda a gente sabe o que é um Casual, ou melhor, pensam que sabem o que é ser Casual, porque naquele jogo um grupo de meia centena de rapazes decidiram mostrar ao país (quiçá à Europa) como vai o movimento em Portugal. Não sei bem qual era o objetivo dos forasteiros, mas após uma entrada triunfal em terreno adversário, acabaram por ser goleados em todas as frentes e pior, os danos foram colaterais. Não quero entrar muito em pormenores sobre o que passou porque não estive lá e quem esteve, a meu ver, tem que deixar estar o que lá se passou e não passar cá para fora. Mas existem as câmaras…e depois o facebook.

Foi engraçado ver o total desconhecimento dos media sobre este movimento, nos primeiros tempos não conseguiram decifrar a que clube pertenciam aqueles Men In Black, mas depois a globalização ajudou à recolha de informação e os MIB passaram rapidamente ao grupo que “espalha o terror” nos estádios portugueses.

Pela primeira vez na minha vida vi o assunto Casuals espelhado em todos os jornais e telejornais e pelo que sei, no passado fim-de-semana a TVI24 e a CMTV exibiram programas sobre Casuals de diversos países. O que era um movimento underground deixou de o ser e para além disso existe agora uma farda. Casaco preto e ténis adidas. Por um lado é bom que esta indumentária tenha vindo a público, porque isso vai obrigar o pessoal a vestir-se de outra forma e não perder o estilo. Eu agradeço, vamos deixar de ter “farda oficial”. Mas há o outro lado. Aqueles que se querem mostrar e dar nas vistas vão investir no casaco preto e no ténizinho da adidas. Não sou contra, mas se há altura para mudar esta é uma boa altura para isso. Há que ter em conta também que um simples adepto que anda de indumentária escura e ténis adidas não tem que ser forçosamente um Casual ou pertencer a um grupo especifico de bola.  

Quem anda nesse tipo de vida sabe perfeitamente quem são uns e quem são outros e não é pela roupa que vão passar despercebidos aos olhos no inimigo. O pior é passar despercebido às autoridades, àquelas autoridades menos atentas. Aproxima-se um derby, que segundo consta nos relatórios jornalísticos vai opor os clubes com mais representação Casual em Portugal. Não se vai passar nada, o Big Eye está mais atento que nunca e tudo aquilo que não tiver a camisola e/ou cachecol do clube é um potencial elemento do “grupo do terror” ou do MIB.

Se existe movimento Casual em Portugal, deixem-no estar no desconhecimento.

domingo, 3 de novembro de 2013

Reciclar

Quantas vezes já nos fartamos de um modelo de adidas por não gostarmos dar cor, ou por estarem velhos, ou por terem um risco ou uma nódoa indisfarsáveis, ou por terem sido comprados pela gula e estão muito grandes ou demasiado pequenos, quantas vezes isto já aconteceu?  

Hoje em dia já existe muito boa gente que recicla e fá-lo muito bem, mas para isso é preciso perícia, engenho e arte. O mercado já disponibiliza tintas próprias para este tipo de tarefas, mas existe sempre a possibilidade de levar aos ténis a um sapateiro, mas sairá mais caro.

Personalizem, arrisquem, reciclem. 














 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Acabem com as claques

Fica aqui um texto escrito por Henrique Raposo, jornalista do Expresso, sobre claques e que cai no domínio comum de só falar neste fenómeno quando ocorrem aspetos menos positivos. Sendo uma opinião, há que respeitar, mas isso não quer dizer que a aceite.


No domingo, o enésimo confronto entre claques causou comoção e espanto. Não percebo porquê. A sociedade e a polícia legitimam há anos o vandalismo das claques.  Não o controlam, não o punem, legitimam-no. E a legitimação começa num termo engraçado, "caixa de segurança". É este o eufemismo que esconde uma cena absurda que se repete época após época: quatro, cinco, seis, dez mil gandulos juntam-se num sítio e depois são escoltados pela polícia até ao estádio do rival na tal "caixa de segurança". Neste percurso legitimado e protegido pela polícia, a "caixa de segurança" funciona como um arrastão, lojas têm de ser fechadas, ruas têm de ser fechadas. Ou seja, o estado de direito, representado pela polícia, não protege o cidadão das acções dos bárbaros. Faz o inverso: põe em causa a normalidade do cidadão para permitir a passagem de um pequeno furacão de candidatos a gangsters. Eis, portanto, o absurdo: a polícia é babysitter de gente que devia estar a prender. Sim, o lugar de boa parte daqueles charrados profissionais não é o estádio, é o chilindró. 

Mas o absurdo da "caixa de segurança" não acaba aqui. Lá dentro, não existe lei. Ou melhor, existe a lei dos pequenos mafiosos que controlam a turba. Nas barbas da polícia, que só controla o cordão exterior da "caixa de segurança", aqueles índios caminham com armas, droga e petardos. Pior: eu sou revistado à entrada do estádio, mesmo quando levo uma criança pela mão, mas ninguém revista as claques. A impunidade é total. É como se a claque de futebol fosse uma licença para o banditismo. E a impunidade chega ao limite quando vemos esta gente a agredir polícias com um sorriso nos lábios. Porque é que sorriem? Porque sabem que não sofrerão grandes consequências. O índio da claque sabe que está protegido pela confusão, sabe que as suas acções individuais são diluídas pela onda colectiva. Resultado? Na TV e ao vivo, já vi claques a humilhar polícias sem qualquer tipo de consequência posterior. Porque é que isto acontece? Como é que podemos ser tão tolerantes com gente que actua objectivamente fora da lei? E existe ainda outro acorde desta sinfonia de impunidade: em Portugal, apenas treze indivíduos estão legalmente impedidos de entrar em estádios. Treze. Parece piada, não é? Mas a piada maior é outra: a polícia não tem meios para os controlar. Porquê? Provavelmente porque está a fazer "caixas de segurança" para os outros 10 mil índios. 

Como já se percebeu, esta questão sai do relvado e entra na moral da sociedade por inteiro. Aliás, a falta de firmeza perante as claques é um dos sintomas de uma doença grave que nos afecta há décadas: a sociedade portuguesa confundiuautoritarismo com autoridade. Se o primeiro conceito invoca um sistema político filha da mãe, o segundo representa um valor fundamental na vida democrática. Ao contrário do que reza a lenda,democracia não é a abolição da autoridade. É, isso sim, a legitimação da autoridade. O poder policial do Estado Novo era ilegítimo, porque estava ao serviço de um regime autoritário. O poder policial da democracia é legítimo, porque está ao serviço do nosso bem comum. À justiça da ditadura, que tinha duas espadas e nenhuma balança, não se seguiu uma justiça com duas balanças e nenhuma espada. A justiça democrática tem a espada ao lado da balança, e não deve ter medo de usá-la. Uma carga policial sobre claques de gandulos não é repressão, é lei e ordem. A proibição activa destas claques lideradas por criminosos não é repressão, é decência.

Será preciso morrer alguém para acabarmos com a brincadeira? 


Fonte: http://expresso.sapo.pt/acabem-com-as-claques=f838340#ixzz2jIpp1HQY