E realmente não existe movimento Casual em Portugal. Podemos usar esta ou aquela marca, mas não nos podemos considerar Casuals, aliás, já escrevi aqui que não sou Casual, nem quero sê-lo. Gosto de roupa e de bola e tento juntar um pouco das duas coisas, sendo que a cultura Casual será aquela que me identifico mais, mas todos nós que gostamos do mundo da bola venerámos os ultras e Portugal estará sempre mais perto do mundo ultra do que de outro qualquer.
Em termos internos e, sei que é muito complicado comprar esta ou aquela marca porque é caro mas, parece-me que existe um uniforme, uma farda para se considerar pertencente a uma elite. Tudo igual. Mesmo pólo, mesmo téni, mesmo chapéu etc... Faz-me crer que as pessoas só conhecem aquelas marcas ou têm medo de arriscar, porque existem marcas mais baratas das que usam e que se tornam muito mais refrescantes a tudo aquilo que nos rodeia. Claro que existem padrões e há aquelas brands obrigatórias, mas seria engraçado ver pessoal com novas ideias, novas formas de vestir sem sair da linha condutora, se é que ela existe.
Tenho como exemplo o T., um mate que conheci há pouco tempo. Um jovem low profile com grande atitude. A segunda vez que o vi (em pleno verão) vinha com o cachecol da Aquascutum no bolso de trás das calças como se fosse um lenço. Um pormenor que achei bastante interessante porque foi propositado. Classe. Uma lufada de ar fresco. Já agora aproveito para dizer ao T. que esse novo chapéu, apesar der ser brutal, não o podes usar muitas vezes ao pé de mim.
Este é um pequeno exemplo daquilo que me faz gostar da moda na bola: os pormenores, a diferença. Não precisamos de andar todos iguais para parecermos todos iguais.



































